uma pergunta por dia

Quando eu era criança, eu era a loka dos diários e escrevia todo dia (inclusive, ainda tenho alguns daquela época e é algo gostoso de ler e relembrar - vergonhoso, às vezes, mas legal). Com o tempo fui perdendo esse hábito. Até tentei, há uns meses atrás, voltar a escrever, mas não foi pra frente. 

Daí encontrei um livro que tinha uma proposta bem interessante: eram 365 perguntas, uma por dia,  repetidas durante cinco anos. Era uma espécie de diário, mas você só respondia as coisas. Nesse tipo de diário, você é meio que forçado - de forma boa - a escrever, pois sempre vai ter um "assunto". Acho que minha dificuldade era essa, ter assunto. Tinha dia tão bosta, que eu não queria mesmo escrever sobre pra ler depois e relembrar daquele episódio; tinha dia que eu achava que não teve nada de especial e não escrevia; tinha dia ok, que até dava pra escrever sobre algo e tinha dia que dava pra escrever umas três páginas. E, lendo esse livro e entendendo sua proposta, voltei a compreender o que significa um diário: escrever não necessariamente sobre algo extraordinário que aconteceu num determinado dia, mas sobre quem é você. Diários mostram nossa essência, sabe?

Enfim, tava namorando esse livro há um tempinho. Achei a proposta interessante e resolvi comprar AND indicar.

Vale a pena o investimento. Acho que a vida anda tão corrida que é difícil a gente parar pra pensar em coisinhas do tipo "quantas xícaras de café tomei hoje" e "o que desperta sua avidez". E não, não são perguntas estúpidas, são perguntas que fazem parte do que nós somos e das experiências que tivemos, temos e teremos nesses cinco anos de respostas propostas pelo livro.

Beijas!