de pés descalços...em 2017

2016 foi um ano interessante. Ano de desapego e aprendizado. Ano de aprender que não dou conta de tudo; que muita coisa nessa vida eu não posso fazer pelas pessoas; que eu não consigo ser perfeita sempre.

2016 foi um ano de escolhas. Me escolhi e aprendi a me amar imensamente; aprendi a dizer adeus; aprendi a dizer oi, prazer, Carol; aprendi a ter paciência; aprendi a gastar saliva com quem merece e não com quem quer impor a opinião; aprendi a falar mais ok/tá bom do que discutir por coisas insignificantes e que não iriam me trazer paz.

2016 foi um ano de tranquilidade e intensidade. Conheci o que é amar; conheci o que é perder; conheci lugares novos; tive novas experiências; tive um recomeço; me reconheci.

2016 foi um ano de aceitação. Aceitei que não posso mudar ninguém além de mim; aceitei meus defeitos e qualidades; aceitei que temos o dever de ser feliz - e que nem sempre é como a gente espera e que isso não significa que é ruim; aprendi a ouvir meu coração e intuição; aprendi a aceitar as coisas novas e jogar fora o que não me acrescenta mais. E aqui encerro a jornada do MSA.

~ segura que lá vem textão ~

Comecei o MSA com um objetivo: falar do universo feminino. Nada mais - há 5 anos atrás - pra mim identificava mais esse universo que um bom salto alto - daí o nome. O tempo foi passando e com ele menos postagens de maquiagens e dicas de beleza e mais crônicas, opiniões, resenhas. Os looks continuaram, mas de forma menos posada e mais espontânea. Mas cada vez escrevendo menos. Cada vez ficando com mais preguicinha. Cada vez tentando reafirmar pra mim pro mundo que o MSA não era só um blog de menininhas, mas um blog pra todo mundo visitar. E ainda tem essa de blog. Até o nome blog me causou um trem: cada vez mais banal, mais sem conteúdo e mais terra de ninguém. Absolutamente nada a ver com o que eu queria passar pro mundo.

Tentei. Relutei. Dei uma cara nova. Layout novo. Mas não era isso que me incomodava. Confesso que foi difícil aceitar, foi difícil desapegar, foi difícil seguir. Por fim, enxerguei que o MSA era uma extensão de mim que deixou de fazer sentido em algum momento.

Minha ida pra Viçosa foi forte, intensa e IMENSAMENTE evolutiva. Coincidentemente, não usava salto alto lá e é engraçado como uma coisa tão banal acaba fazendo um furdunço dentro da gente. Isso mexeu com meu lado consumista, com minha concepção de beleza/sensualidade/etc e com minhas vontades. E tudo isso influenciou diretamente minhas postagens (frequência e conteúdo) no MSA. E minha forma de pensar, querer, agir.

Fiquei sem saber o que fazer. Eu AMO dar meus pitacos em filmes, cotidiano, roupas, mas o MSA não me trazia essa felicidade justamente pelo nome não carregar o que continha nele, o conteúdo abordado, a essência. Até que numa conversa com uma ex-professora minha, veio o insight. Ela me perguntou como estava o blog e contei tudo isso pra ela. Ela, então, me disse: "então agora você desceu do salto, tá com os pés no chão?". E aí lembrei o quanto gosto de colocar os pés no chão. E como essa era a melhor sensação do mundo depois de horas num salto alto.

E aqui começa o de pés descalços. Pra todo mundo, pra quem gosta de ler, pra quem gosta de se informar. Não tem gênero, não tem idade. Vai ter dedicação e vontade de passar o que penso e quero pro mundo da forma mais descontraída e espontânea possível.

Obrigada, MSA.
Olá, DPD.
=)

Beijas,
Carol