Lineia no Jardim de Monet

Quem me conhece um tiquinho muito sabe o quanto eu gosto de Monet. E sabe o que é engraçado? Comecei a gostar do sujeito aos 10 anos de idade.


Nunca viajei pra Paris, na época não existia internet fácil e não conhecia quase nenhum pintor. Mas graças a um tio meu que trabalhava com livros, tive a felicidade de ganhar um chamado Lineia no Jardim de Monet. Esse livro fez parte da minha infância e despertou minha paixão pelas artes. 

Monet é o pai do Impressionismo, trouxe inovação na forma de pintar do seu tempo e, mesmo com tantas críticas aos seus "rabiscos", não desistiu da sua essência e foi mestre no que fez. O livro conta a história da descoberta do pintor por uma garotinha que tinha como seu melhor amigo o vizinho idoso. E os dois viajam na história de Monet desde o comecinho. É maravilhoso!

Hoje consigo ver uma profundidade que me tira o ar em sua arte. O livro nos ensina que, de perto, as pinturas de Monet são incompreensíveis, mas ao olhar de longe, conseguimos ver a beleza do todo, reconhecer as formas e entender a harmonia das cores. E assim é a vida, não é? Às vezes não conseguimos ver/entender os rabiscos que ocorrem durante nossa trajetória e que, num primeiro instante, parecem algo estranho, feio, que não fazem sentido, mas distantes daquele momento - daqui há algum tempo - é possível juntar tudo e ver a harmonia que se tornou, o desenho (bonito!) que se fez.

E é assim que vejo os quadros de Monet. É assim que me apaixonei por ele e por suas obras. Compensa muito essa leitura!
Beijas!