Quando largar o osso? 4 Passos Essenciais

E cá estou eu, nesse domingo atípico, comendo brigadeiro na colher e tomando Coca-Cola (que aliás, não era pra ter hífen...se seguisse o novo acordo ortográfico. Mas sei que não segue. Devaneios...), pensando na vida e nas situações que esta nos coloca.

Todo mundo nessa vida um dia terá dúvidas do que realmente quer, se o que gostava antes ainda gosta, se o que antes completava, ainda completa. Todo mundo já se pegou pensando se ainda dá tempo de trocar de curso na faculdade, se aquele amigo é amigo mesmo, se aquele amor ainda compensa, se você realmente tem que tolerar alguém só porque é da família. Te digo que essas dúvidas são as mais sensatas e normais. Anormal é não tomar nenhuma providência para saná-las.

Aí me lembro da zona de conforto. "Ah, mas já estou na metade do curso, não tenho ânimo pra mudar", "Ah, mas namoro há tanto tempo, tenho preguiça de começar tudo novamente!", "Ah, mas recebo bem", "Ah, mas tenho que relevar para o bem da família". Desculpas, desculpas e o nome desta é autossabotagem, nossa inimiga número um. E o que devemos fazer com as inimigas? Desejar vida longa, pra que elas vejam cada dia mais nossa vitória. (Popozuda, 2013). A autossabotagem é perceptível apenas quando saímos da zona de conforto, passamos pelo furacão da mudança e raciocinamos durante a calmaria, no estágio final (a "vitória"). Mas o que fazer?

Reconhecer
Reconhecer que precisamos mudar, que tem algo errado, que tem uma pontinha de incômodo no peito, já é um passo primordial. É difícil isso acontecer quando se tem uma avalanche de sentimentos, quando envolve anos de relacionamentos, quando a questão financeira é extremamente importante. Mas entender que tem algo rolando nessa muvuca toda é necessário.

Analisar e Pesar
Após cair a ficha, é hora de analisar e pesar o que compensa manter (ou o que se dá conta de manter). Não vou ficar falando aqui pra ser racional, porque creio que isso esteja subentendido, mas também vale o lado emocional. "O que te faz feliz? O que você era feliz sem? O que te faz mais feliz que anteriormente? O que mais te machuca do que te deixa feliz? O que te estressa mais que o normal/aceitável? O que acalma a alma? O que é amizade/ Quem é seu amigo de verdade?" Para facilitar e não embaralhar a caixola, faça uma lista para cada campo da sua vida e coloque os pontos positivos e negativos. E entenda, aceite, que se os pontos negativos sobressaírem, é porque alguma coisa tá diferente ali e precisa ser revista. E reviste friamente as listas. Pense e repense, refaça se necessário, chore, esperneie, procure lá no fundo da cabeça (e coração, porque não?). Finalmente, veja qual osso tá na hora de largar.

A mudança
Entenda uma coisa: as coisas apenas mudam a partir do momento em que aceitamos a mudança interior.  A gente sofre ao largar o osso não por cantar Let it Go pras coisas, mas por cantar isso pra nós mesmos. Modificar algo que já está enraizado é surreal, mas não impossível. É questão de prática e avaliação do bem-estar. Na mesma lista, escreva do lado dos pontos negativos o que você pode fazer para modificar aquilo. E faça. Não se esqueça da autossabotagem e ESQUEÇA a zona de conforto. Escreva o que você pode fazer para resolver, mas não tem coragem, tem medo ou insegurança. Coisas que dependem apenas de você. Não é desistir de algo, é modificar. 

As pessoas vão falar, as coisas vão ficar confusas, os sentimentos embaralhados. Mas seja você, mantenha sua essência e sua verdade. Lembre-se que a vida é sua e, segundo uma frase que li hoje, o tempo voa, mas nós somos os pilotos.

O universo
O resto é consequência. O universo conspira e as coisas vão se ajeitando, indo, deixando, esquecendo, livrando. É algo automático. A partir do momento que estamos de cabeça, coração e corpo leves, tudo se encaminha. Algumas coisas continuam, porém melhores. Outras modificam. Outras se vão... dando lugar para coisas novas, novos ânimos, novas pessoas, novos pensamentos, novos sentimentos  e novos dias.

Beijas!