guia prático para uma compra consciente

É muito louco como a gente vai ficando mais velha experiente na vida e vai tendo mais respeito pelo nosso dinheiro. Pensa duas, três, quatro vezes com o que gastar, quando gastar, como gastar. Junta, investe, refaz as contas pra ver se pode comprar algo que quer muito ou se dá pra esperar mais um pouquinho - ou se de fato você realmente precisa daquilo naquele momento.

Desde que comecei a entender que meu dinheiro trabalhava pra mim e não o contrário, tenho utilizados algumas maneiras de gastar com mais consciência. Pra isso procurei vídeos, cursos e formas de economizar na hora das compras. Com a quarentena (lembrando, se puder, #FicaEmCasa) e aumento de alguns gastos, isso ficou mais evidente e necessário e, pensando nisso, resolvi deixar algumas dicas do que costumo fazer na hora de comprar algo.

Pensar e repensar

Jovem mulher dos desenhos animados está pensando. | Vetor Premium
Eu sempre converso comigo mesma sobre o que quero comprar e a forma que pretendo gastar meu dinheiro. Preciso disso agora? Como vai acrescentar minha vida nesse momento? O quanto vou usar?  Por exemplo, se quero muito comprar uma peça de roupa, penso no quanto ela será útil no momento, se vou utilizá-la bastante (ainda mais se estiver em quarentena), se vai ficar encostada, se tenho outras peças de roupa pra combinar com ela. As respostas destas perguntas acabam me direcionando pra viabilidade da compra: se quero, se devo, se posso ou se é só um impulso.

Destinar meu dinheiro
Desde que organizei meu dinheiro organizando o quanto eu poderia gastar para gastos aleatórios e já separando os gastos fixos, consegui entender melhor pra onde o dinheiro ía. Isso valia tanto no quanto eu teria disponível no cartão de crédito, no quanto eu teria disponível pra entretenimento ou pra algum gasto aleatório. Essa reserve ajuda muito na hora das compras, evitando um futuro endividamento e bola de neve.

Compras online
Desde que o dinheiro ficou um pouco mais apertado aprendi a comprar online e acabei pegando gosto. Primeiro, porque financeiramente compensa mais e os produtos são realmente mais baratos do que comprar in loco. Segundo, você tem muito mais opções para garimpar numa enorme disponibilidade de lojas. Com o tempo, fui criando algumas estratégias para efetuar minhas compras:

Confiabilidade
Buscar pelo selo Ebit nos sites pode te ajudar a ter mais confiança nas compras. O Ebit,  analisa os pontos positivos e negativos de cada e-commerce, medindo sua reputação conforme certificados de medalhas Ouro, Prata, Bronze ou Em avaliação.




Cashback
Há uns dois anos atrás, os cashbacks surgiram como alternativa de ter dinheiro na volta ao efetuar suas compras. Funciona de duas formas: ou você ganha uma porcentagem de dinheiro de volta e transfere pra sua conta bancária direto ou você ganha uma porcentagem de dinheiro de volta que pode usar para compras na mesma loja. As duas formas funcionam pra mim e é uma ótima economia pra quem compra muito online.

Cupons de Desconto
Se tem uma coisa que eu amo e meu bolso sempre agradece são os cupons de descontos! Os e-commerces usam dessa estratégia principalmente pra fidelizar o cliente a comprar com eles uma vez e continuar comprando. Mas como achar esses cupons? Diversos sites ajudam a encontrar, mas o que mais uso é o Cupom Válido.


Lá você encontra uma boa gama de e-commerces parceiros - de supermercados a lojas de maquiagem - com cupons válidos em diversos segmentos: beleza, leitura, calçados, viagens e até desconto para Natura. E não se assuste, porque ao clicar para ver o cupom, abre uma nova página com as letrinhas da economia prontas para serem usadas por você:


Beijas e ótimas compras conscientes!
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descubra o que seu estilo diz sobre você

Depois que fiz o curso de consultoria de imagem e estilo, comecei a reparar no look das pessoas tentanto não julgar a forma de se vestir, mas, sim, entender quem ela era pela forma que se vestia. Cada pessoa passa uma informação através da imagem, mesmo que de forma inconsciente. As preferências, cores, cortes e até o estado da roupa transmitem quem a pessoa é - ou pelo menos quem ela se mostra ser. Nesse sentido, a consultoria de imagem entra justamente para atrelar três coisas: quem você é, qual a imagem que você quer passar para o mundo e como se vestir bem dentro dessas informações. 

Para isso, o trabalho é feito tendo como base os estilos universais: esportivo, romântico, dramático, clássico, sofisticado e exótico. Cada estilo transmite uma mensagem específica e conta com estratégias e características próprias, como mostrado a seguir.

Esportivo / Natural
Indicado para áreas que requerem mobilidade, ambientes informais e profissões em que é importante estimular a comunicação interpessoal. Pessoas que se encontram nesse estilo prezam pelo conforto, movimento, praticidade e despretensão - isso se reflete nas roupas, cabelos e acessórios. Utiliza-se de materiais mais naturais, cores não muito contrastates, peças atemporais e de fácil manutenção, calçados confortáveis.

Romântico
Indicado para quem trabalha diretamente com pessoas e segmentos que exijam passar uma imagem mais flexível e acessível. Utiliza-se, para compor este estilo, cores mais claras, materiais como nobuk e veludo, floral, poás, cintura marcada, gravatas borboletas, suspensório, boinas. Pessoas desse estilo demonstram leveza, suavidade e movimento.

Dramático / Moderno
Indicado para pessoas que trabalham com áreas criativas, pois transmite uma imagem firme e impactante. Pode ser combinado com outros estilos e utiliza-se de formas, cores contrastantes, cortes diferenciados, mistura de estampas e materiais. Se você se identifica com esse estilo, provavelmente é criativo, possui uma presença forte e espírito de liderança.

Clássico / Tradicional
Indicado para áreas em que é imporante transmitir segurança, solidez e confiabilidade, demonstrando comprometimento. Utiliza-se de materiais e estampas mais tradicionais, como couro, alfaiataria, animal print, tweed. Pessoas neste estilo se identificam com peças atemporais,  modernidade clássica e passam uma imagem séria e de controle.

Sofisticado / Elegante
Indicado para pessoas que trabalham em posiçoes de prestígio e liderança, transmitindo poder. Se diferencia do estilo Clássico por utilizar-se, muitas vezes, de peças mais contemporâneas, porém com corte e acabamento impecáveis. Uma pessoa elegante transmite em suas vestes uma imagem de autoridade, requinte e comando.


Exótico / Criativo
Assim como o Dramático, também serve para áreas criativas e inovadoras, mas costuma ser mais usado em segmentos relacionados à arte, como cinema, teatro, televisão, música, moda. Cores, estampas, texturas atípicas caracterizam esse estilo. Se você se identificou com este estilo, provavelmente gosta de impactar, mostrar orignalidade e transmitir uma imagem marcante e única.
A consultoria de imagem - que inclui o serviço de personal stylist - adequa o estilo ideal para cada cliente, conforme sua vida social, profissional, objetivo com a consultoria, biótipo. É um trabalho único, completo e extreamente gratificante - para ambos os lados.

E aí, se identificou com algum estilo? Beijas!
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home office: 7 trilhas sonoras pra ouvir trabalhando em casa

Enquanto sigo aqui na pesquisa para minha tese, escuto incansavelmente trilhas sonoras que me inspiram de alguma forma - seja na intensidade das músicas, nas letras (quando tem), na lembrança do filme de que fazem parte. Se você viu meu vídeo no IGTV dando 7 dicas para o home office, você vai entender o quanto as músicas me ajudam a focar no trabalho, a escrever e a produzir.

Pensando nisso, selecionei aqui 7 playlists que ouço para conseguir trabalhar em casa e que, acredito, possam te ajudar neste período crítico e turbulento.

1) Interstellar
Além de ser um dos meus filmes preferidos, essa trilha me inspira demais. Acho ascendente, de descobrir, de ir além.



2) The Secret Life of Walter Mitty
Sabe o casamento perfeito entre trilha sonora e roteiro? Tá aqui. Sempre que escuto as músicas me recordo das cenas! Inclusive, já citei esse filme aqui no DPD!



(bônus)


3) The Lord of the Rings
É imaginação, é fantasia, é uma pitada de lúdico no meio do caos. Trilha perfeita pra esse momento.



4) The Avengers
Trilha boa pra dar aquela acordada durante o dia - naquele dia que o sono vem, nada anima, nada faz sentido, nada parece sair do lugar.



5) Harry Potter
É a minha trilha preferida - por motivos óbvios - e que eu ouço com total sabedoria e quando preciso avançar em alguma coisa. Escrevi minha dissertação com esta trilha e, inclusive, a coloquei nos agradecimentos.



6) Rogue One: A Star Wars Story
Aquela trilha boa de um filme melhor ainda. Mas sabe o que é mais sensacional nesta trilha? É que enquanto a música avança, um sabre de luz também avança ali na barrinha de baixo.



7)Begin Again
Essa trilha é linda, calma e leve. Serve pra dar uma acalmada na mente e na alma - e o filme é lindinho!


Beijas!
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calça legging: 4 formas de usar no home office

Desde 2014 eu trabalho em casa. Desenvolvi toda uma rotina pra conseguir ser produtiva e vencer a vontade louca de ir tirar um cochilo e acordar 4 horas depois. Uma das coisas que me ajudou muito foi justamente o fato de me arrumar como se eu fosse sair pra trabalhar, como um ritual sabe? "Agora sim, meu dia começou!" - era o sentimento que me vinha. No home office eu criei meu horário e tinha flexibilidade e mobilidade pra articular meu dia - bem como a liberdade de ir e vir. Desde então tem sido assim, até a quarentena influenciar nessa liberdade que, curiosamente, acabou influenciando também na forma de me vestir.

Roupas que eu costumava usar de repente ficaram apertadas, desconfortáveis, grossas... como se transmitisse o mundo lá fora. Eu me sentia sem ar quando usava calças jeans, me sentia presa quando colocava uma roupa que impedisse minha mobilidade. Claro, as formas de passar por esse período acabaram maximizando todo esse processo e refletindo no meu corpo: vontade de ficar só de pijama, vontade de não me arrumar, culpa por perder roupas, culpa por não conseguir me exercitar. Mas ao mesmo tempo eu precisava fazer alguma coisa e mudar esse sentimento, sabe?

Resolvi desapegar então. Focar no que eu podia fazer nesse momento, no que estava no meu controle e no que poderia me deixar bem de alguma forma. Eis que resolvi colocar a legging pra jogo. E foi a melhor coisa que fiz. O conforto dessa peça acabou se refletindo consideravelmente no meu dia a dia, no meu trabalho, no meu humor e no meu amor próprio. Além disso, a versatilidade permite usá-la de formas diferentes, em diversas ocasiões - principalmente ocasiões que você precisa ficar em casa pro seu bem e pro bem do próximo (se puder, #FicaEmCasa).

Trouxe aqui 4 formas de usar essa peça que eu sei que tem no seu armário e que tá paradinha aí ou você não sabe combinar!

1) Com uma terceira peça (colete) e um colarzão colorido
A peça é básica! Então, abusar de estampas, terceira peça e cores fazem toda diferença.




2) Com uma blusa alongada
A versatilidade da legging permite que ela fique bacana com diversos tipos de blusas, entre elas blusões e com tamanhos mais alongados! Deixe leve e elegante ao mesmo tempo. Se o conjunto for monocromático, dá pra abusar daquele maxicolar que você nunca sabe como combinar ou um colorido.

                    


3) Com uma blusa cropped
Se a legging for de cintura alta (inclusive, indico!), abuse de croppeds mais soltinhos. É charmoso e deixa o look com mais movimento.

                      


4) Com uma sobreposição
Sobreposições sempre dão um ar mais urbano. Uma camisetinha com uma camisa por cima deixa o look com a legging muito mais casual!


~ mais inspirações:

Dica 1: Nos pés vale o que te deixar mais confortável: oxford, rasteirinha, mule, tênis ou apenas meia - que é o que tenho usado no momento porque meu chão suja de respirar >.<
Dica 2: São coisas que funcionam pra mim e que podem funcionar com você, mas não se sinta na obrigação de precisar fazer isso. Se seu conforto ou vontade é se jogar num pijama o dia todo, faça isso. Faça o que deixa sua cabecinha bem e tranquila nesse período e não se cobre em ser como outras pessoas. 

Beijas!
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dissipando as nuvens cinzas na cabeça: 3 dicas pra você

Dias de luta, dias de glória: é assim que tem sido a quarentena. Aqui, as nuvens brancas e cinzas formam uma dança louca - não só lá fora, não só lá onde a vida deu uma pausa pra alguns,  mas em cima da nossa cabecinha. Resultado? Dias sem querer levantar da cama, dias claros, dias nublados, dias fitness, dias de comilança, dias produtivos, dias de bebedeira, dias com nariz entupido, dias frios, dias com dor na lombar, dias de risadas, dias de choro. Dias, dias, dias....e assim, num dia de cada vez, a gente vai seguindo na vida, seguindo como dá, cada um com seus limites e focando no que mantém a sanidade mental.

Pra isso, criei uma técnica pra dissipar minhas nuvens cinzas. Numa parede da minha casa, eu e Gui estamos colocando recadinhos, motivações, lembretes de que mesmo nos dias cinzas, a luz vem.


Pensando nisso, coloquei algumas outras coisas que tenho feito e tem me ajudado muito! Quem sabe ajude a você, pessoinha que tá aí de quarentena cheia de nuvens na cabeça?

1) Meditação guiada
Não é porque estamos em casa, que a cabeça tá mais tranquila e a vida mais parada. MUITO PELO CONTRÁRIO. A energia tá acumulada, a cabeça funcionando loucamente (ideias, neuras, pensamentos), o corpo tá sentindo e a gente pre-ci-sa parar, respirar, aterrar. A meditação guiada é uma ótima ideia pra quem não tá acostumado a fazer meditações. Cinco minutos por dia fazem diferença.



2) Escrever
Colocar no papel, colocar os dedinhos pra funcionar, é muito bom. Às vezes quando a cabeça tá cheia, colocar ena escrita ajuda a se organizar, se acalmar e se avaliar. Tenho um caderninho que ganhei de aniversário que uso para colocar em palavras meu processo de autoconhecimento - que tem sido uma avalanche nessa quarentena.


3) Fazer algo diferente
Algo diferente = algo novo. Isso dá um fôlego, uma ocupação diferente. Eu sei, eu sei, o cansaço tá demais, não tá dando tempo nem de fazer o que a gente já precisa fazer, que dirá algo novo. Mas tenta. Joga um jogo diferente, leia um mangá, aprenda a tocar ukulelê (eu \o)...ou teste aquela receita que sempre quis testar. Esses momentos no meu dia dão uma trégua, um respiro, sabe? Uma noção de que a vida tá passando e eu tô acompanhando.


Espero que você fique bem. Espero que sua vida esteja bem.
E, se puder, #FicaEmCasa <3 p="">
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audiobook: uma forma rápida e fácil de ler livros


Quando eu era adolescente, eu lia de dois a três livros por semana - POR SEMANA. Com o passar do tempo, foi ficando cada vez mais complicado manter isso: faculdade chegou com textos acadêmicos, provas intermináveis, tempo escasso, mestrado e agora doutorado. Não consegui administrar minhas leituras com as mudanças na minha realidade. De uns tempos pra cá eu comecei a sentir a necessidade de ler mais, de retomar esse sentimento de entrar num universo além do que eu estou. Decidi, no início do ano, equilibrar meu cotidiano pra que isso fosse possível e, além de ler livros físicos e no kindle, descobri o maravilhoso mundo dos audiobooks


Foi um processo me adaptar aos audiobooks porque a ideia é ouvir enquanto faço outras coisas, ou seja, tentei ouvi-los enquanto fazia coisas mais automatizadas, como uma esteira (exercícios físicos), andar de transporte público, lavar louças, arrumar casa, fazer unha, etc. Dessa forma, consegui adaptar a leitura conforme meu cotidiano: se eu não tinha muito tempo de sobra eu ouvia um audiobook, se eu tinha, tentava ler um livro físico/ kindle. Só nisso, já foram dois livros em um mês - livros que eu tinha muita vontade de ler, mas sempre ia deixando de lado por algum motivo.

Então, a minha dica hoje são canais que escuto no Youtube com uma quantidade e variedade ótimas de audiobooks pra você ouvir e aproveitar muito!

Dos três, o canal mais completo. Tem desde a coleção completa de Harry Potter, até livros de espiritualidade, filosofia e Coleção Vagalume.




Muitos livros de ficcção científica e romance, mas também de desenvolvimento pessoal e  algumas biografias !




Tem várias coleções completas, como as Crônicas de Arthur e Game of Thrones, e também livros livros policiais!




Espero que ajude a manter as leituras em dia!
Beijas.
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não desista! 7 Filmes para te inspirar e respirar

*esse post escrevi em 2015, porém resolve reeditar em tempos de quarentena, em 2020*

Desânimo. Angústica. Ansiedade. Receio. Pânico. Tantos sentimentos vem à tona quando a gente não pode sair. Tanta coisa passa pela cabeça e medos - alguns passados - acabam florescendo. Quando não se pode escolher, quando se tem que fazer algo como isolamento social, a vontade de ter, ser, viver, estar brotam como uma nascentezinha que se transforma em cachoeira. Ocupar a mente e os pensamentos, ter esperança - nas pessoas e na vida - faz-se necessário. 
Eu sempre fui fã de filmes que passam mensagens, que me colocam pra pensar, pra me movimentar - mesmo que só aqui na caixola. Resolvi (re)listar aqui 7 filmes que me colocaram pra pensar. São filmes de começo/recomeço e que você simplesmente se faz perguntas como: "Se ele/ela pode, porque eu não posso?", "E eu fazendo tempestade em copo d'água por isso?", "Porque me preocupo tanto com o que as pessoas pensam?", "Vai passar".

Sempre tem alguém com um problema muito maior que o seu, mas sempre tem quem acredite que, para tudo, pra todos os problemas, sempre existe uma solução - ou um outro olhar pras coisas. Pra algumas pessoas a solução é a zona de conforto, pra outras é se movimentar, correr atrás, acreditar. E a gente precisa acreditar que tudo isso vai passar.


1. A Vida Secreta de Walter Mitty

Esse filme. É impressionante como um simples empurrãozinho - muitas vezes nosso mesmo ou até de quem não conhecemos - pode fazer uma revolução na vida. Walter tem uma vida parada, zona de conforto e, quando se coloca em movimento, as coisas acontecem, surgem, renascem (inclusive, tô aqui editando este post com a trilha sonora desse filme que faz a gente querer viver muito!).
(Telecine Play)

2. O Lado Bom da Vida
Não desistir. Não se importar para o que as pessoas pensam sobre você. Se você errou e aprendeu, não deve nada a ninguém. Seja feliz. É isso que esse filme me passou. A vida muda, os ciclos acabam...para que outros possam recomeçar.
(Telecine Play, YouTube)

3. Sob o Sol da Toscana
É muito difícil passar por algo ruim e dar a volta por cima, mas às vezes o recomeço está onde menos esperamos. Só é preciso coragem para se abrir para os novos sentidos.
(Telecine Play)

4. Patch Adams – O Amor é Contagioso
Idade? Não existe pra quem quer e tem um sonho.
(Looke)


5. À Procura da Felicidade
Nunca, nunca, nunca, nunca desista dos seus sonhos, se sua intuição diz pra continuar. Por mais que enfiem o dedão na sua cara e falem que você não vai conseguir; por mais impossível que pareça. Só você conhece seus limites, só você consegue ouvir seu coração e sua verdade - acredite em você.
(Netflix, Telecine Play)

6. Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento
Ver uma oportunidade e pegá-la. Fazer o que se gosta com amor e devoção e honestidade. O sucesso é certo.
(Youtube)

7. Ensinando a Viver
Um dos filmes mais lindos que vi nos últimos tempos. Acho que a mensagem que me passou é que a vida segue e que o diferente não é ruim, mas muitas vezes incompreendido.
(Netflix)

Assista e coloque a esperança e o amor em dia 💓
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meninas de ombros largos: deem uma olhada aqui!

Sabe quando a gente compra uma peça de roupa linda, veste, se olha no espelho e acaba trocando por outra? Sabe quando isso sempre acontece com aquela peça que você nunca acha um evento, um momento, uma oportunidade pra usar? Deixa eu te falar: a culpa não é sua! É da peça que não harmoniza com seu lindo corpo! Cada corpo possui uma silhueta específica e alguns tipos de peças ajudam a harmonizar ou desarmonizar essa silhueta! 

Conheço uma boa quantidade de mulheres que tem ombros largos e quadril mais estreito. Essa silhueta é, geralmente, mais vista no corpo masculino e talvez por isso exista um certo desconforto para algumas mulheres quando alguma peça realça esse tipo de corpo!


Não curto muito a palavra esconder/disfarçar, mas equilibrar. Se tem demais na parte de cima do corpo, é só preencher a parte inferior e assim harmonizar. Aprendi que o cérebro sempre tende a ir pro lado do equilíbrio e isso é automático. Se você tem esse tipo de corpo, com certeza não curte muito mangas ornadas, bufantes e decotes estilo canoa, acertei? Justamente porque sua cabecinha, mesmo que inconscientemente, sem perceber, tende a encontrar a procurar equilíbrio. 

O legal da Consultoria de Imagem é proporcionar às pessoas conhecimento sobre o próprio corpo e os tipos de peças que dão equilíbrio à leitura visual. Se você tem ombros largos e quadril estreito, vai se identificar muito com esse post. Separei aqui dicas ótimas de peças para investir e alguns looks para se inspirar. Vem ver:
Chame atenção para a parte de baixo do corpo. Tecidos armados, saias evasês e nesgadas, peplum - esse babado na altura do quadril - dão a ilusão de um quadril maior. Opte por blusas com mangas simples e regatas com a alça mais grossa. A blusa amarrada na cintura, além de deixar o visual super descolado, aumenta o quadril, trazendo equilíbrio para o look.
Vestidos com alças largas e quadril super volumoso e calças estilo cenoura ou com amarrações no quadril - como lenços - auxiliam no equilíbrio visual. Evite colares demais e abuse de pulseiras e anéis, pois chamam atenção para baixo e tiram o foco do tronco, da parte de cima do corpo.
Calças que chamem atenção pra baixo, como flare e bootcut são ótimas pedidas! Outra opção são calças mais largas, que façam uma linha no corpo, sem marcar a parte de baixo, como a modelagem reta e pantalona! Além disso, ABUSE de estampas! Todas estão liberadas, mas as estampas claras e menores dão a ilusão de aumentar a superfície em que estão, logo, vão te ajudar mais a equilibrar a silhueta!

Evite:

  • Decote canoa
  • Mangas bufantes ou estilo princesa
  • Estampas menores na parte de cima
  • Ombreiras
  • Vestidos e blusinhas com alças finas


Se inspire:








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Beijas!
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uma bolinha chamada tristeza



Descobri que mesmo com o passar dos anos, mesmo bem (física e emocionalmente), mesmo com muitas áreas da vida alinhadas, mesmo com realizações pessoais e profissionais, tenho pontos de tristeza - fui ao acupunturista hoje e isso veio à tona. Ao fazer minha anamnese, responder as perguntas e contar pra ele um pouco da minha vida, veio a hora de sentir os pontos de tensão (que doem) no meu corpo.

- Está condizente com tudo que você falou, exceto uma coisa: você tem vários pontos de tristeza e você não falou disso hora nenhuma – disse ele, me olhando como se tivesse descoberto um segredo que eu estava escondendo.

Me surpreendi, pois não lembrava qualquer motivo para “estar triste”, uma ou outra situação pontual, mas nada constante. E fiquei tentando puxar na memória. E lembrei.

No final de 2015 eu tive o que eu denominei como “princípio de depressão”, pois nunca fui diagnosticada, mas pelo pouco que entendia do assunto, me vi ciente e dentro de uma situação que, acredito eu, era isso. Eu não sentia vontade, sabe? Vontade de ser porque eu não sabia quem eu era ou se quem eu dizia ser era eu mesma. Enfim. Consegui, por uma luz divina que hoje compreendo melhor, sair do buraco em que estava cavando pra baixo (aqui deixo claro que mesmo não tendo ajuda profissional nessa época, entendo a necessidade e importância de ter!), afinal, era eu ou eu. Consegui ter uma injeção de amor próprio que até hoje me sufoca – e não digo isso de forma negativa. Consegui me olhar no espelho e me admirar, por quem eu estava vendo, pelos meus (re)significados, por simplesmente ser e existir – e usei isso como uma corda pra subir, sair de onde eu estava. Construí um pós-2015 bem legal, do qual sou bem orgulhosa e respeitosa pelo quê(m) passei pra estar aqui como estou/sou. E a vida seguiu. Comecei a terapia só em 2018, por conta de outras situações, mas algumas vezes pontuei sobre esse período nas sessões.

- Olha, teve esse episódio em 2015 – eu disse.- É isso.- Mas faz muito tempo! Não me sinto triste por isso, não é algo que me afeta a esse ponto.

Durante a explicação dele, entendi que a tristeza é como se fosse uma bolinha que a gente esquece e vai enterrando com outras coisas por cima, outros sentimentos, outras vivências, outras experiências. Só que uma hora aquela bolinha acaba criando rachaduras nessa base construída por cima e isso vem com tensões, desânimos constantes e momentâneos, falta de energia. 

Tenho percebido cada vez mais essa necessidade de compreender as coisas, de interligar, de entender os sentimentos/ pensamentos/ ações. Não sei se é a idade ou a loucura do mundo que a gente vive que exige que entendamos o que motiva o próximo além do entendimento da nossa própria motivação pras coisas (o lance de fazer terapia pra lidar com que não faz é válido! hahaha), mas cada dia mais tenho buscado essa iluminação. Dessa forma, a ideia da acupuntura veio para somar a terapia que já faço e como paliativo para esses desânimos pontuais na minha vida tão corrida. Essa consulta me fez olhar ainda mais pra mim. E se olhar é se ressignificar em cada momento; é entender que cada encontro e experiência pode virar uma chavinha em você, pode te fazer ser e sentir o que você nunca imaginou - ou sempre temeu acontecer.

Mesmo assustador, é peculiar isso. É interessante ter umas verdades jogadas na cara pelo seu próprio corpo e muito louco pensar que isso é você querendo te dar uns toques do que tá rolando aí dentro. Isso te faz parar e pensar: ué, gente. Te faz analisar, revisitar as situações e os momentos justamente pra entender a influência disso tudo em quem você é hoje, no que você sente, no que você faz, no que você fala, no que você busca e no que você quer.

Hoje descobri que existe essa bolinha em mim e que meu corpo fez questão de entregar numa consulta com um cara que nunca vi na vida e que leu meu corpo de uma forma que , talvez inconscientemente, eu não conseguia ler - ou não queria. Hoje descobri que esse papo de nosso corpo é um santuário é real, é válido e as coisas vem à tona uma hora ou outra. Se conhecer é lindo, é necessário, é saudável. Revejam suas bolinhas na vida, não tentem cimentá-las, escutem e leiam o corpo de vocês.

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Cidadã da Cidade de Halloween

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Há anos atrás, durante muitos anos, eu, amigos e primos fazíamos festa de Halloween aqui no puxadinho – lugar que hoje moro. Um quartinho fora de casa.

A gente esperava o dia chegar, pré-adolescente, fazia toda a decoração, se fantasiava, exatamente no dia 31 e colocava o LP do MJ com a música Thriller pra tocar no repeat. Sim, LP e sim, um som que toca vinil – que ainda existe.

Hoje veio a vontade de comprar uma abóbora, fazer uma cara de mau e decorar o puxadinho. Do nada. Mas não foi do nada. Na verdade, foi uma nostalgia de saber que vou sair aqui do puxadinho já já e que essa parte de mim, essa história que fica aqui, foi uma época boa. É o sentimento de desgarrar, de evoluir, de mudar. E hoje, essa memória vindo tão forte, me bateu uma saudade aqui do puxadinho – lugar que passo a maior parte do meu tempo, para me esconder da chuva ou para me esconder da realidade lá fora.

Aquelas festas, simples, mas repletas de simbolismos, trazem minha essência – de comemoração, de juntar todo mundo, de estar próxima, de celebrar, de dançar, de rir, de fazer. Apenas fazer, com pouco, com cuidado, com eficiência.

Aquelas festas me lembram como eu era, como eu me diverti, a felicidade que era ser simples e quem eu queria ser - ao me fantasiar, ao fingir ser uma outra pessoa (quem eu quisesse; mais forte, mais "do mal", mais corajosa). Me lembram uma época que eu sonhava; sonhava em ser, em sentir, em ter. Hoje sonho apenas em existir (porque ser eu já sou): aqui, agora, com os meus, com as memórias nostálgicas, com as vontades de voltar no tempo, de ver gente que não vejo mais, de rir do que talvez hoje eu não riria, de fazer travessuras e me esbaldar nas gostosuras.

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be a hero!

Hoje pensei nos super-heróis. Já reparou que a maioria deles só descobre sua força, seu poder, quando mais precisa? Quando está machucado, quando está abatido, quando perde o que ama? Pois é. Já pensou que aquele(a) herói (heroína) que você tem até blusa com o símbolo e do (a) qual é fã conseguiu dar a volta por cima no momento mais bosta da vida?


A Capitã Marvel cai e se levanta desde criança e sempre volta mais forte;
O Homem-Aranha perdeu seu tio e descobriu que com grandes poderes, vem grandes responsabilidades;
Durante um acidente, o Hulk virou o Vingador mais forte;
O Capitão América perdeu a família e sempre foi desacreditado, mas ele mesmo nunca deixou de acreditar;
O Homem de Ferro fez sua armadura quando estava num cativeiro.

Já pensou no quanto a gente é super-herói no dia a dia? A gente não cria armaduras externas contra vilões, mas internas. A gente sente, a gente sofre, mas a gente volta mais forte.

Pensei nisso hoje. Pensei na minha vida nesses últimos anos e na dos meus amigos. O quanto a gente apanha pra crescer e evoluir. Não que precise disso na vida, mas no quanto que cada vez mais a gente fica mais forte, mais confiante, mais unido, mais determinado...mesmo que o mundo tenha desabado lá atrás. Não é fácil, mas é tão humano isso: sobreviver à tempestade, à nossa própria invasão alienígena. A gente segue adiante, resiliente, com um novo poder descoberto a cada obstáculo e, às vezes, novas ideias pra que aquilo não ocorra novamente.

Todos na vida tem esses momentos, sem exceção. Não se engane com as fotos fantasiosas de vidas perfeitas nas redes sociais. Cada um tem sua batalha diária, suas dores, suas quedas, seu elemento x pra descobrir seu poder. A vida tem disso, de nos dar elementos x (algumas vezes em doses cavalares, é verdade) sem suas diferentes formas pra que descubramos o nosso potencial. 

E não, a gente não tem que esconder as emoções, o que sente, o que quer durante esse processo. A gente não tem que ter medo de usar nossos poderes. Assim como a Capitã Marvel, a gente tem que saber canalizar as emoções, usar como bússola e transformar cada queda num aprendizado adquirido ao se levantar. Ser forte, ser poderoso (no sentido de poder ser), ser emotivo, ser humano.

Sejamos mais herois de nós mesmos.
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uma carta para mim mesma 10 anos atrás (2)

Ei, Carol. Aqui estamos de novo. Escrevi pra você há cinco anos, quando eu tinha 25 e você tinha 15 anos. Hoje escrevo pra você com 20 anos, já adulta, já na faculdade, já em outro momento da vida. Te falo: muita coisa pode mudar em cinco anos. E te falo mais: TÁ TUDO BEM! Mudar é bom, mudar é legal, mudar é necessário - quando a gente aceita isso. Como você está fazendo 30 anos hoje, pensei em te dar de aniversário 30 considerações, Carol de 20. Considerações essas que valem pra você aí, mas que podem continuar valendo aqui. 
1. Carol, primeiro de tudo, SE AME. Se ame muito, se ame demais, se ame até transbordar. Ninguém nesse mundo vai te amar mais do que você. Se olhe no espelho e se apaixone pelo que você vê: por suas olheiras, suas estrias, as ruguinhas que seus olhos fazem quando sorri. VOCÊ É ÚNICA nesse planeta e isso é maravilhoso. Então, ame essa singularidade que é você.  

2. Ainda sobre amor, você tem o amor que acredita que merece. Então, a partir do momento que você colocar a consideração 1 em prática, você vai acreditar que merece MUITO amor nessa vida, amor de verdade, amor sem cobrança, amor sincero, amor recíproco, amor feliz. Carol, acredite que você merece o amor mais lindo, intenso e suave dessa vida, porque ele existe e ele vai aparecer na sua vida.

3. Eu lembro que você tava doidinha pra arrumar um namorado igual o Edward, do Crepúsculo. Lembro de quando assistiu o filme e ficou imaginando como seria legal ter um boy vampiro tão apaixonado assim por você. Essa história é uma das piores que inventaram na vida. Crepúsculo mostra como uma garota completamente insegura precisa (fisicamente, inclusive!) de um cara pra viver. E o que a gente quer, a gente cria. Cuidado com isso. Cuidado com essa romantização do sofrimento, da insegurança e do amor doentio. Quando você entender que amor não é isso, vai olhar com outros olhos pro Jacob.

4. Não se anule por nada nem ninguém. Vá nas festas da graduação, viva a vida sem pesar, saia com suas amigas sem culpa, curta os momentos que você sabe que são únicos e que não voltam. Foca na consideração 1.

5. Menos é mais. Compre o que você quer, mas compre o que você pode pagar. Tenha a consciência que nem tudo o que você quer, você precisa. E se mesmo assim optar por comprar algo, tente desapegar de outra coisa. Não acumule, use tudo o que tem. Seja sustentável, o planeta agradece também.

6. Aprenda a poupar. Procure não apenas economizar seu dinheiro, mas invista. Comece com pouco, com o que tem, mas invista. Estude sobre isso, faça investimentos seguros, procure conhecer pessoas e instituições que sejam seguras para colocar seu dinheiro. Daqui 10 anos você vai me agradecer. 

7. Leve mais a sério a graduação. Estude mais, foque mais, leia mais. Busque conhecimento, se esforce nos trabalhos e provas. Eu sei que não é o curso dos seus sonhos, eu sei que você se sente até deslocada perto da paixão dos outros pela Biologia, mas dê o seu melhor! 

8. Aliás, dê o seu melhor em tudo o que fizer nessa vida. Por mais que não seja algo de extrema paixão, busque alguma forma de ser, busque alguma forma de tentar fazer aquilo ser prazeroso pra conseguir fazer bem. Se você se dispor a fazer algo, qualquer coisa na sua vida, dê SEMPRE o seu melhor.

9. Não aceite menos do que você merece: seja no salário, no amor, na amizade.

10. Carol, o tempo é muito bom e você ainda vai entender o quanto. Ele leva, mas ele também traz. Amigos, que você acha que seriam sua base, vão se afastar por diversos motivos: casamento, não querer que você faça parte do crescimento dos filhos (sim, acredite), distância, afastamento natural. Mas isso é bom! Bom porque vai dar espaço pro novo, pros novos (e profundos, não rasos) amigos, pra construir elos, pra ajudar a descobrir quem você é e quem você quer ser. Aproveite, sim, seus 20 anos com esses amigos, mas não sofra quando eles forem embora. A vida te reservou muitas pessoas boas no caminho. E, além disso, vai te mostrar também quem vai tá sempre ao seu lado, mesmo nesses momentos.

11. CONFIE NO SEU INSTINTO. Sério, confie. Se não quer sair com um cara, não saia. Se não quer ir num lugar, não vá. Se não quer fazer algo, não faça.  Seu instinto é poderoso e vai te economizar anos de dor de cabeça. Foque na consideração 1.

12. Busque sempre conhecimento e não tenha medo dos rótulos que virão juntos. Esquerdista, feminista, (eco)chata - ou piores. Se posicione com consciência e quando se sentir confortável pra isso. Busque saber sempre os dois lados para ter argumentos coerentes e não se deixe levar pela maré nunca.

13. FEMINISTA. Carol, minha vontade é te abraçar e falar: você vai passar por isso, mas juro que vai ficar tudo bem. Se precisava passar? Não sei. Mas não se apegue nisso. Se apegue aos aprendizados! O que esses 10 anos que nos separam vai te ensinar é sobre direitos femininos: sobre seu corpo, sobre seu cabelo, sobre sua vida, sobre seu sentimento. E mais importante: sobre o da coleguinha também. Sororidade é uma das coisas mais maravilhosas que você vai aprender nessa vida.

14. Escreva, filha! Não pare de escrever, não. Rabisque, salve os arquivos todos, mas escreva o que tá na sua cabeça. Poemas, contos, histórias, frases. Você tem tantas ideias borbulhando dentro da sua cabeça, mas às vezes por preguiça e por dar atenção a outras coisas acaba deixando isso de lado. A única motivação que você precisa ter na sua vida vem de você mesma. Escreva!

15. Carol, uma coisa séria: mantenha sua essência. Com todo amor, com todo zelo, com todo carinho. Vai chegar uma hora nesses 10 anos que você vai perdê-la no meio do caminho e só vai perceber quando mais precisar dela. Lembre-se de olhar no espelho, de lembrar quem você era antes de qualquer pessoa, quem você era criança, quem você era na escola, com os amigos, quem você era ao sorrir, ao chorar, ao ver um desenho na hora do almoço. Sua essência é uma das partes mais lindas de você e quando pereceber vai ficar se olhando no espelho toda boba (sim, isso é verdade e envolve a consideração 1 também).

16. Curta sua presença. Goste de estar com você num sábado a noite. Opte por, algum final de semana, ficar tomando uma cerveja em casa, ouvindo música e dançando sozinha e alegre ao invés de sair. Aproveite este momento pra se reconectar com você mesma, com quem você é.

17. Você é completa. Você não precisa de ninguém pra te completar, apenas pra te adicionar.

18. Ame seu corpo, do jeito que é. Não se esconda por medo de mexerem com você na rua. Não fique sem graça de sair com um short curto porque a perna não tá raspada ou sem sutiã porque o "bico do peito pode ficar aceso".  Eu sei que você com 20 anos já pensa nessas coisas, mas se prende ao padrão. Não se importe com isso. Daqui 10 anos você não vai se importar.

19. Aceite que você é eclética. Que gosta de funk e metal. Que adora ir num restaurante fancy e também adora o copo sujo da esquina. Que gosta de ir no shopping e fazer compra on-line. Não tem problema ser assim não! Muito pelo contrário; você consegue se adaptar ao máximo de lugares tranquilamente e curtir todos eles da mesma forma. Tá tudo certo.

20. Não tenha medo de ser esquisita ou de arriscar. Quer ir comprar pão de pijama? Vai. Quer tomar chá com McDonalds? Tome. Quer desenhar um reloginho no pulso? Desenhe. Quer posar nua pra uma pintura? Pose. Quer pintar o cabelo? Pinte. Quer viajar sozinha. Vai! Quer mudar de cidade? Mude. O que você mais vai ouvir na vida é: nossa, queria ter essa coragem. E você tem! No cagaço algumas vezes, mas tem! E você tem coragem pra muita coisa na vida, não só essas coisinhas, não. Então, pensa, quem você quer ser: a pessoa que tem coragem ou a pessoa que fala pra outra que queria ter essa coragem?

21. Carol, você ainda é muito nova, mas queria te falar que o tempo passa. Não é pra te desesperar, é só pra você entender que cada momento é muito precioso nessa vida pra ser desperdiçado com coisas infrutíferas e pessoas rasas. Eu sei que os 10 anos que separam nossas mentalidades tem muito peso em todas essas considerações, mas pense no quanto é importante viver o presente e ser presente.

22. Ame sua família, mas respeite o espaço e o limite dela - e o seu. 

23. Respeite que você não é responsável pelas atitudes alheias. Que por mais que você queira resolver problemas, tomar dores ou entender pessoas, algumas coisas fogem da sua capacidade espiritual e mental. Respeite essas limitações, crenças e diferenças e não se culpe.

24. Ame suas cãs incondicionalmente. Sim, você tem duas. Ame seu gato incondicionalmente. Sim, você tem um gato. Ame sua cabra incondicionalmente. Mentira, você ainda não tem uma cabra, mas você vai querer uma aos 30 anos e ela já tem até nome: Sandra.

25. Ah! Aos 30 anos você descobre que ser organizada é MUITO LEGAL. E você acaba percebendo que isso é apenas um reflexo da sua vida. Eu sei, sua cabeça deve ter explodido de choque agora.

26. Terapia. Se você tivesse começado mais cedo, teria evitado - talvez - algumas situações na vida. Ou não. Mas acredito que teria sido bom pra você evoluir como pessoa.

27. Você vai perceber que está tudo conectado na vida. Que quando você cuida de uma área, acaba influenciando na outra. Então fique atenta à sua espiritualidade, alimentação e saúde - física e mental.

28. Não se compare com os outros. Seja nas alegrias ou nas dores. Não sofra pelo que não tem ou ache que sua dor é maior.

29. Ouça mais, saiba quando é importante se calar e quando é necessário se impor. Com o tempo você vai entender que o silêncio também é uma forma de opinião (e sua saúde metal agradecerá por isso).

30. Seja grata por cada segundo vivido. Com os anos, os meses, os dias, você vai entender o que realmente importa: as experiências e momentos com quem se ama. É isso que fica da vida e é isso que se deve colecionar e proporcionar aos outros. Aproveite, viva, ria, brinque, chore, SINTA cada sentimento que tiver que sentir, porque isso é estar viva.

Carol, no lugar de todas essas considerações, eu queria mesmo era te dar um abraço bem forte e falar: OBRIGADA por ter sido tão forte, tão teimosa, tão perseverante, tão intensa. Eu não estaria onde estou hoje e teria a cabeça que tenho hoje se você não tivesse feito parte de mim, se não tivesse vivido, se não tivesse errado, se não tivesse feito as escolhas que fez. Então, Carol, sinta-se abraçada pela Carol de 30. Amo você.

Beijas
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30 livros em 30 anos

Fazer listas é uma coisa curiosa, principalmente quando a gente tem que buscar fundo na memória - que já não tá lá essas coisas - lembranças já levemente turvas. De qualquer forma, fazer essa lista especificamente foi uma delícia. Delícia porque eu lembrei de cada fase literária minha, cada momentinho e isso foi muito especial.

Preparei uma lista de 30 livros que li nesses 30 anos que se aproximam e que fizeram parte de quem sou hoje. 

Quando criança, meu tio trabalhava numa distribuidora de livros, então eu era toda trabalhada nos livros infantis. Gostava de ler, gostava de imaginar, gostava da imersão. Lembro que a escola que estudava visitou uma editora um dia e foi o passeio mais especial que eu fiz, me senti num mundo mágico, onde tudo era possível.


1. O Bichinho da Maçã




2. Passarinho Rafa




3. Festa no Céu



4. O Menino Maluquinho



5. Lineia no Jardim de Monet



A pré-adolescência e adolescência foram as fases que mais li!Foi quando descobri Harry Potter e Os Karas e passei a devorar livros, passava madrugadas lendo. Desde infanto-juvenis até os mais densos. Adorava livros de coleção (Sidney Sheldon é minha paixão), suspense, poemas, romance policial. Adorava o cheiro, a divisão dos capítulos, a construção das personagens, eu ADORAVA LER. Consequentemente, passei a adorar escrever também: fanfics, poemas, histórias aleatórias - btw, tô com dois projetos na gaveta! 


6. A marca de uma lágrima


7. O Fantástico Mistério de Feiurinha



8. A Droga da Obediência - Coleção Os Karas




9. Artemis Fowl - Coleção




10. Harry Potter e a Pedra Filosofal - Coleção Harry Potter




11. Desventuras em Séries - Coleção




12. O cão dos Baskerville




13. O Escaravelho do Diabo




14. Eu, Christiane F.




15. Cânticos




16. O Tempo e o Vento




17. Senhora




18. O Canto da Sereia




19. Quem tem medo do escuro - Coleção Sidney Sheldon




A fase adulta veio e com ela faculdade, trabalhos, vida social mais assídua, Netflix... e os livros acabaram se diluindo entre os anos. Mas, curiosamente, marcaram muito as fases que vivi nesse período, de compreender que eu crio na minha realidade, de me encontrar depois de me perder, de voltar a acreditar em mim e num mundo lindo, de resgatar minha essência, de sempre adiquirir conhecimento.

20. O Pequeno Príncipe




21. O Segredo




22. O Livro Perdido das Bruxas de Salém




23. Quem me Roubou de mim?




24. Outros jeitos de usar a boca




25. Sejamos todos feministas




26. O Inverno dos Escritores Mortos




27. O guia do mochileiro das Galáxias




28. A Batalha do Apocalipse




29. O meu gato ODEIA Schrödinger




30. Sapiens



Beijas!
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"Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira." Cecília Meireles

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